Ex-jogador e atual comentarista, Casagrande estreia no teatro com peça sobre sua vida no Festival de Curitiba

 

Foto: Ronaldo Gutierrez


Em “Na Marca do Pênalti”, ídolo do Corinthians leva ao palco relato autobiográfico futebol, vício e reconstrução pessoal


Por Sandoval Matheus


Ninguém duvida que a vida de Walter Casagrande Jr. daria um livro. Ele mesmo já escreveu três, sempre em parceria com o jornalista Gilvan Ribeiro.


O primeiro, “Casagrande e seus Demônios”, cobre o maior período, da infância ao pesadelo do vício em drogas, passando pelo ápice como jogador de futebol. Em “Sócrates e Casagrande – Uma história de amor”, conta os bastidores de uma das maiores e mais eficientes dobradinhas do futebol brasileiro. Por fim, em “Travessia”, fala do tratamento e do pedregoso caminho da ressocialização. 


Agora, o ex-jogador e atual comentarista esportivo vai subir ao palco para contar essas e outras histórias no monólogo “Na Marca do Pênalti”, que estreia na programação da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba, nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, no Teatro Guaíra.


Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).


A peça, dividida em “dois tempos” de 45 minutos, como uma partida de futebol, tem direção de Fernando Philbert, mas não exatamente um roteiro.


“O meu forte é a espontaneidade, ser eu mesmo, chegar na frente das pessoas e falar a verdade, sem roteiro. Eu não preciso de um roteiro. A minha vida eu tenho na cabeça. O que eu passei, o que eu fiz, o que eu deixei de fazer, as loucuras que aconteceram comigo, o fundo do poço, as glórias, as felicidades”, diz Casão, como é carinhosamente conhecido.


“A ideia do nome foi minha. Quantas decisões importantes na vida você teve que tomar?”, questiona. “Diariamente, nós ficamos na marca do pênalti. Não tem a ver com futebol, tem a ver com a vida”, completa.


Atacante brigador e ídolo de uma das maiores torcidas do país, Casagrande foi, ao lado de Sócrates e Wladimir, a face pública da Democracia Corinthiana, movimento que, nos anos 80, ajudou a impulsionar as Diretas Já e a redemocratização do país, mesmo enquanto o time era monitorado pela ditadura.


Terminada a carreira de jogador, se tornou um dos mais polêmicos comentaristas esportivos do país, com opiniões contundentes inclusive para além dos gramados. Obrigado a pagar alguns pedágios na estrada da autodestruição, encontrou a redenção quando quase todo mundo o considerava acabado.


“Na peça, vai rolar uma energia fortíssima, porque eu gosto da interação com a plateia. O público nesse monólogo se identifica com muitas coisas. Quase todas as famílias têm alguém com dependência química, ou um amigo. Você tem conhecidos que passam pela mesma coisa que eu passei. Eu começo contando a minha história, mas eu acho que quarenta minutos depois, trinta minutos depois, vira a nossa história.”


A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


Serviço:

Na Marda do Pênalti – Mostra Lucia Camargo

34º Festival de Curitiba

Local: Teatro Guaíra

Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro

Data: 03 e 04 de abril

Horário: 20h30

Classificação: 14 anos

Duração: 90 min

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).

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