Dia da Indústria: setor alimentício mantém ritmo de produção e mostra importância durante pandemia

Processos precisaram ser revistos para garantir segurança de colaboradores; com retração no mercado nacional, parte da produção foi direcionada para a exportação



Em meio à pandemia e seus impactos, o Dia Nacional da Indústria (25/05) em 2020 traz ainda mais significado para o setor, com um cenário de adequação de perspectivas e muitas adaptações. Dados do IBGE, divulgados no último dia 14, mostram que a produção industrial teve retração de 9,1% no país em março, em comparação com o mês anterior. Foi a primeira vez em oito anos que o levantamento registrou queda em todos os 15 locais pesquisados. O mais próximo disso só havia acontecido durante a greve dos caminhoneiros em 2018, quando foi registrada retração em 14 dos 15 locais. No Paraná, a queda foi de 4,9%. 

E nos setores essenciais foram muitas mudanças de processos para continuar em atividade. A produção alimentícia é um exemplo que precisou adequar sua logística para seguir atendendo às demandas do mercado. No Paraná, a indústria de produtos suínos Alegra registrou um crescimento de 3% na produção no mês de abril, se comparado ao mesmo período de 2019. Para Neandro Gimenez Debeuz, gerente de Supply Chain da Alegra, o equilíbrio na produção ocorreu devido ao redirecionamento das vendas. “A pandemia causou uma retração de cerca de 30% no mercado nacional, por isso, parte deste volume foi redirecionado para o mercado internacional, que apresentou um aumento de demanda. Na Alegra, 20% da produção foi realocada para a exportação”, conta. 

Um dos reflexos da continuidade das atividades essenciais foi a necessidade de realizar contratações nesses setores. “Com a manutenção da produção e também a urgência de incluirmos novos procedimentos de segurança e cuidados na fábrica, contratamos 52 colaboradores em regime de trabalho temporário, além de uma equipe de oito profissionais para coleta de temperatura e ainda terceiros para limpeza e desinfecção da indústria”, explica o especialista em gestão de pessoas da Castrolanda, Ray Charlys Torres. Além disso, a empresa aderiu ao movimento #NãoDemita, que garantiu a permanência de mais de 1.500 colaboradores em seus postos de trabalho.

Para manter o ritmo com segurança, a Alegra também fez a implementação de novos processos de higiene e cuidados com os colaboradores como instalação de uma cabine de nebulização para desinfecção dos funcionários, verificação da temperatura de todos diariamente, adoção de tapetes sanitizantes de calçados na entrada e saída da indústria, aumento do número de ônibus para o deslocamento, retirada de bandejas dos refeitórios, distribuição de kits individuais de talheres e entrega de frascos individuais de álcool gel 70%. Além disso, foram suspensas as reuniões presenciais, visitas aos fornecedores, implementado o sistema de trabalho remoto para todos setores indiretos e feita a liberação dos colaboradores que estão no grupo de risco para o isolamento social.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Único brasileiro na NBA, Gui Santos participa de sessão de autógrafos no Jockey Plaza Shopping

Quem faz a melhor parmegiana de Curitiba? Festival quer transformar cidade em roteiro gastronômico do prato mais amado dos bares

Don Max celebra um ano do novo endereço com festa marcada por gastronomia, música e reencontros