Île de France resgata sua essência em nova fase de sua história

Por Adriano Rattmann

Às vésperas da reabertura ao público, restaurante apresenta clássicos franceses, ingredientes de qualidade e uma proposta de preços mais convidativos

Curitiba está prestes a reencontrar um de seus grandes clássicos. Na noite de ontem, participei de um jantar para convidados no Île de France, que reabre ao público na próxima terça-feira, dia 21 de julho, depois de pouco mais de um mês fechado para uma reestruturação.



Fomos recebidos por Sérgio Wahrhaftig, administrador da casa, que deixou clara a proposta desta nova fase: resgatar a essência do Île de France dos tempos em que o restaurante estava instalado nas proximidades da Praça do Homem Nu, valorizando suas receitas clássicas, o atendimento e a atmosfera que o transformaram em uma referência da gastronomia curitibana. Ao mesmo tempo, a intenção é trabalhar com preços mais convidativos, para que os clientes possam frequentar a casa com maior regularidade.

A noite começou com um espumante francês Veuve Devienne. Na sequência, as entradas foram acompanhadas pelo Sauvignon Vaucher Père & Fils, enquanto, para os pratos principais, foi servido um Pinot Noir da mesma vinícola. Ótimos vinhos franceses, escolhidos de maneira a acompanhar a proposta do menu.



Entre as entradas, tive minha primeira experiência com os tradicionais escargots. Era uma iguaria típica da França que eu ainda não havia provado, e aprovei. O sabor lembra um pouco o de um marisco, mas com textura mais firme. Bem temperados com ervas finas, os escargots foram uma das boas surpresas da noite.



Experimentei ainda outras entradas, mas a que mais me surpreendeu positivamente foi o Vol-au-Vent de Saint-Jacques: uma delicada massa folhada recheada com vieiras e molho cremoso. A leveza da massa, combinada ao sabor das vieiras, resultou em uma entrada elegante e muito equilibrada.



Como adoro vieiras, mantive a escolha no prato principal e pedi o Duo de Crevettes et Saint-Jacques, preparado com camarões e vieiras na manteiga com ervas finas. Um prato delicado, leve e muito saboroso. Para mim, foi o grande destaque do jantar.



Também provei a Lagosta au Thermidor, com cauda de lagosta envolvida em molho cremoso, gratinada com queijo gruyère e acompanhada de legumes e batatas salteadas. Uma receita clássica, mais intensa e encorpada, que traduz bem a cozinha francesa tradicional preservada pelo restaurante.



Nas sobremesas, os destaques foram a pavlova, leve e delicada, e o sorvete de baunilha servido com calda de chocolate belga e amêndoas, encerrando muito bem a experiência.

Fundado em 1953 por Emile e Janine Decock, o Île de France completa 73 anos de história em 2026. Desde 2021, funciona na Avenida do Batel, mas segue ocupando também um lugar especial na memória afetiva e gastronômica de Curitiba.

A nova fase nasce da iniciativa de um grupo de investidores formado por antigos frequentadores, que se uniram para preservar as características responsáveis por transformar o restaurante em um ícone. O cardápio mantém receitas como Filet Strogonoff, Strogonoff de Crevettes, Steak Tartare, Steak au Poivre, Crevettes au Champagne, Poisson aux Raisins e os tradicionais escargots.

O jantar mostrou que o Île de France está pronto para iniciar um novo capítulo sem deixar de olhar para a própria história. Uma retomada que preserva a tradição, mas busca aproximar novamente o restaurante dos curitibanos.

Serviço

Île de France
Reabertura ao público: 21 de julho
Endereço: Avenida do Batel, 1550 – Batel, Curitiba
Jantar: de terça-feira a sábado, das 19h às 23h
Almoço: de sexta-feira a domingo, das 12h às 15h
Reservas pelo WhatsApp: (41) 3223-9962
Site: www.iledefrance.com.br
Instagram: @iledefranceoficial

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