Com a longevidade em alta no Brasil, o desafio agora é viver melhor
Cuidar da saúde com exames preventivos, boa alimentação, boas relações e exercícios físicos pode ser a chave para uma vida mais feliz e autônoma na velhice
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| Foto Magnific |
A longevidade deixou de ser exceção para se tornar uma realidade cada vez mais comum. Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa de vida do brasileiro já chega a 76,6 anos e que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresce de forma acelerada. Nesse cenário, o desafio não é apenas viver mais, mas envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida. Mas quais são os caminhos para chegar bem aos 80 ou 90 anos?
Para a médica Ana Paula Romanini, geriatra do Pilar Hospital, em Curitiba, envelhecer com qualidade não acontece por acaso — é uma construção ao longo da vida, que envolve diferentes fatores. “Falamos sobre ter autonomia, preservar o funcionamento do cérebro e manter uma boa cognição”, aponta. “Além de controlar as doenças crônicas e, principalmente, continuar tendo um propósito de vida. Não adianta viver mais anos sem independência, lucidez e significado”, completa.
Prevenção e no estilo de vida
Embora a médica admita que é possível reverter maus hábitos, ela defende que os cuidados com a longevidade devem começar cedo. A partir dos 40 anos, já é recomendável buscar um médico geriatra, que deve ser encarado como o profissional do início do envelhecimento. É esse especialista que ajuda a prevenir problemas mais comuns com o passar da idade, como declínio cognitivo, doenças cardiovasculares, perda de massa óssea e muscular, além de alterações metabólicas e hormonais.
Entre os principais cuidados, ela destaca a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada e a interrupção do tabagismo. “Alguns estudos mostram que idosos que iniciam atividade física ganham força, reduzem o risco de quedas e melhoram a memória”, reforça. “Além disso, ajustar a alimentação pode reduzir processos inflamatórios e melhorar doenças como diabetes e hipertensão; e parar de fumar, em qualquer idade, reduz significativamente o risco cardiovascular”, acrescenta.
A medicina também evoluiu e hoje conta com tratamentos e, em alguns casos, suplementação que podem ajudar. “Mas não há soluções milagrosas — o resultado depende sempre de uma mudança consistente no estilo de vida.”
Cinco hábitos que fazem diferença
Na prática, a geriatra resume os principais pilares para envelhecer bem em cinco pontos: prática regular de atividade física (especialmente exercícios de força), alimentação equilibrada com menos ultraprocessados, sono de qualidade, controle rigoroso de doenças crônicas e manutenção de relações sociais e de um propósito de vida.
A médica também chama atenção para um fator muitas vezes negligenciado: a saúde mental. “A solidão aumenta muito o risco de morte — tanto quanto fumar”, alerta. “O idoso pode até morar sozinho, mas não deve viver sozinho. Ter vínculos, amizades e se sentir útil protege o cérebro e faz toda a diferença.”
Genética não é garantia
As mudanças de hábito são responsáveis por cerca de 70% a 80% da longevidade saudável, enquanto a genética responde por uma parcela menor. “Ou seja, tudo o que você faz no dia a dia pesa muito mais do que aquilo que você herdou”, explica Ana Paula.
A especialista cita como exemplo populações que seguem a chamada dieta mediterrânea. “São grupos que se alimentam de forma mais natural, com menos ultraprocessados, consumindo mais vegetais, gorduras boas, castanhas, peixes, oleaginosas e azeite de qualidade”, afirma. Além disso, mantêm uma rotina com atividade física e fortes conexões sociais e familiares. “É a soma de uma vida mais natural, com mais movimento e convivência com outras pessoas”, conclui.
Sobre o Pilar Hospital
Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.

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