Um almoço sem pressa no Tijolo, no Centro Histórico, entre releituras, vinho e café especial
Hoje fui conhecer as novidades do Tijolo, no Centro Histórico de Curitiba, e a experiência conseguiu reunir exatamente aquilo que mais gosto em gastronomia: releituras com identidade, boa execução e conforto à mesa.
Comecei pelo barreado da casa, uma releitura muito interessante assinada pelo chef Dirson Júnior, que carrega na bagagem a experiência de ter morado e trabalhado no litoral paranaense, em restaurantes como Maestro Caramelo e Tia Luiza. O prato respeita a essência da tradição caiçara, mas ganha uma apresentação mais contemporânea e prática, com acompanhamentos que valorizam ainda mais os sabores. Dá para perceber claramente a conexão afetiva e cultural do chef com a culinária do litoral.
Na sequência, experimentei o clássico “Caçador”, inspirado na cozinha dos colonos, com alcatra fatiada, milho verde, brócolis e vegetais, um prato cheio de personalidade e memória afetiva. Também provei o filé à parmegiana, que segue como um dos grandes destaques da casa e agora ganhou inclusive versão família no cardápio. Tudo acompanhado por uma ótima taça de vinho, daquelas que fazem o almoço desacelerar naturalmente.
Para fechar, veio uma das grandes surpresas da experiência: a torta de caramelo salgado criada pela patissière Camila Alves. Uma sobremesa vegetariana, sem glúten e sem adição de açúcar, mas cheia de sabor e equilíbrio. Finalizei com um café coado da Serra Mineira, com notas de baunilha e chocolate, fechando o almoço de maneira perfeita.
O Tijolo segue mantendo sua essência, mas mostrando maturidade ao ampliar o cardápio para diferentes públicos, sem perder identidade. Um restaurante que valoriza ingredientes locais, referências da cultura paranaense e uma cozinha autoral sem excessos, tudo isso em um dos cenários mais charmosos de Curitiba.
Fotos: Adriano Rattmann
Serviço
Tijolo
Rua São Francisco, 179
Centro Histórico de Curitiba
Instagram: @tijolocuritiba


.jpeg)
.jpeg)
Comentários
Postar um comentário